"EM JESUS AMIGO TEMOS!" 1 Samuel 20

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Em Jesus temos o nosso “Jônatas” por excelência, o nosso amigo mais chegado que um irmão.

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Grande ideia: Em Jesus temos o nosso “Jônatas” por excelência, o nosso amigo mais chegado que um irmão.
Estrutura: Jônatas expressa sua amizade para com Davi (vv. 1-23) e Jônatas prova sua amizade para com Davi (vv. 24-43).
Hino 165. Em Jesus amigo temos
Vós sereis meus amigos, se fizerdes o que eu vos mando.” (João 15:14).
1. Em Jesus Amigo temos, mais chegado que um irmão. Ele manda que levemos tudo a Deus em oração. Oh, que paz perdemos sempre! O que dor no coração, só porque nós não levamos tudo a Deus em oração!
2. Temos lutas e pesares, enfrentamos tentação, mas conforto recebemos indo a Cristo em oração. Haverá um outro amigo de tão grande compaixão? Aos contritos Jesus Cristo sempre atende em oração.
3. E, se nós desfalecemos, Cristo estende-nos a mão, pois é sempre a nossa Força e Refúgio em oração. Se este mundo nos despreza, Cristo dá consolação; em Seus braços nos acolhe e ouve a nossa petição.
Joseph Medlicott Scriven (1819-1886) nasceu em Seapatrick, condado de Down, Irlanda, filho de um capitão da Marinha Real, e sobrinho dum pastor. Formou-se na célebre Faculdade Trinity de Dublin, capital. Possuía fortuna, educação, uma família que o amava e uma vida cheia de alegria. Estava prestes a casar-se com uma bela moça. Então, tragédia inesperada lhe sobreveio. Na noite anterior às suas almejadas núpcias, sua noiva afogou-se!
“Na sua tristeza profunda [e na melancolia que o perseguiria durante toda a sua vida], Joseph reconheceu que somente no seu amigo mais querido, Jesus, poderia achar o consolo e o sustento de que precisava.”
Começara a carreira militar, mas sua saúde precária forçou-o a abandonar este sonho. Pouco tempo depois, Scriven decidiu emigrar para o Canadá. Mudou completamente o seu estilo de vida. Estabeleceu-se em Port Hope, província de Ontário, e propôs no seu coração que se dedicaria a ser amigo e auxílio aos outros. Professor por profissão, trabalhou, sem pagamento, para qualquer pessoa que precisasse dele. Doava sua própria roupa e outros pertences a qualquer pessoa necessitada. Tornou-se conhecido como “O bom samaritano de Port Hope”.
Uma vez um novo vizinho procurava quem lhe cortasse lenha. Vendo as ferramentas de Scriven, procurou se informar sobre ele. “O senhor não pode empregar aquele homem”, lhe disseram. “É o senhor Scriven. Não cortará lenha para o senhor”. “Por que não?” – perguntou o homem. “Porque o senhor pode pagar. Ele somente corta lenha para viúvas e inválidos.”
Scriven sofreu outra perda devastadora. Noivo pela segunda vez, no Canadá, sua pretendida adoeceu gravemente, vindo a falecer. Ele também sofreu financeira e fisicamente. Com muita razão, Bill Ichter intitulou sua comovente história sobre a vida deste bom homem: Um homem marcado pela tragédia. 
Foi ao ouvir da enfermidade da sua mãe em 1855, que Scriven, numa carta para ela, incluiu as comoventes palavras deste hino para o seu conforto, mensagem experimentada por ele dia após dia. Não pensou que outros fossem ver suas palavras. O hino foi publicado anonimamente. Até pouco tempo antes da sua morte, ninguém sabia deste dom poético de Scriven. Foi um vizinho, que foi ajudá-lo durante uma enfermidade, que viu a poesia, rabiscada num papel ao lado da sua cama.
“Lendo-a comovido, perguntou: “Foi o irmão que escreveu isto?”. “O Senhor e eu a escrevemos juntos”, ele respondeu.” 
Depois, Scriven publicou uma pequena edição dos seus poemas, Hymns and other verses (Hinos e outros versos), em 1869. Scriven afogou-se num riacho pertinho da casa do seu vizinho amigo. Supõe-se que foi num delírio, porque continuava bem doente, e com muita febre. Estava debruçado, como se estivesse orando. Seus vizinhos de Bewdley e dos arredores, “erigiram três monumentos à memória desse humilde emigrante que veio da Irlanda e proporcionou tanta alegria a tantas pessoas”.
A mensagem de conforto de Scriven tem alcançado os corações de milhões, porque é um dos hinos mais cantados ao redor do mundo. Depois de mais de um século, continua em grande demanda.
O hino aparentemente apareceu anonimamente pela primeira vez em 1857, no hinário Spirit minstrel: A collection of hymns and music (Trovador espiritual: coleção de hinos e melodias), de J.B. Packard.
Habilmente traduzido pela operosa missionária pioneira Kate Stevens Crawford Taylor, nos primeiros anos do trabalho batista no Brasil, este hino tornou-se um dos mais cantados por evangélicos brasileiros. (Ver dados biográficos de Kate Taylor no HCC 112)
Expressão de amizade. (vv. 1-23)
De imediato ao relato do capítulo 19, Davi sai de “Naoite”, em Ramá (Samuel, o homem de Deus) e vai ao encontro de Jônatas (em Gibeá).
Nesse ponto, as falas de Davi são registradas: e no contexto de conversa entre amigos.
A constatação de Davi é muito tocante: “há apenas um passo entre mim e a morte”.
Verso 3:
“...há apenas um passo entre mim e a morte.” Análise: Expressão hebraica idiomática, que denota a urgência do perigo (בֵּין וּבֵין – "entre e entre", usada metaforicamente). A consciência de Davi sobre a ameaça real de Saul revela sua confiança em Deus, mesmo diante da vulnerabilidade humana.
Há um combinado proposto por Jônatas que envolve a “Festa da Lua Nova”.
A Festa da Lua Nova era uma celebração mensal importante no antigo Israel, ocorrendo no primeiro dia de cada mês lunar[1][2]. Durante essa festa, o portão leste do átrio interior do templo, que normalmente ficava fechado nos dias úteis, era aberto[1][3]. O príncipe (ou rei) desempenhava um papel central na celebração, entrando pelo vestíbulo do portão para oferecer sacrifícios e adorar[1][3]. O povo também participava, adorando na entrada do portão[1][3]. As ofertas específicas para a Festa da Lua Nova incluíam um novilho, seis cordeiros e um carneiro, todos sem defeito, além de ofertas de cereais e azeite[1][3]. Essa festa era considerada tão importante quanto o sábado em termos de obrigações religiosas, com a cessação do trabalho e a oferta de sacrifícios especiais[4].
[1] De Almeida, João Ferreira, tran., Nova Almeida Atualizada, Edição Revista e Atualizada®, 3a edição (Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017), p. Eze 46:1–2 [2] Kaschel, Werner, and Rudi Zimmer, Dicionário Da Bíblia de Almeida 2a Ed. (Sociedade Bíblica do Brasil, 1999) [3] Sociedade Bíblica do Brasil, Nova Tradução Na Linguagem de Hoje (Sociedade Bíblica do Brasil, 2000), p. Eze 46 [4] Walton, John H., Victor H. Matthews, and Mark W. Chavalas, Comentário Histórico-Cultural Da Bíblia: Antigo Testamento, trans. by Noemi Valéria Altoé da Silva, 1.a edição (São Paulo: Vida Nova, 2018), p. 404
Há uma menção aqui à “aliança no Senhor” que envolveu a amizade de Jônatas e Davi. (v. 8)
Verso 8:
“Usa, pois, de misericórdia para com teu servo, porque fizeste teu servo entrar contigo em aliança do SENHOR.” Termo-chave: hesed (חֶסֶד) [RÉ-ssed] – misericórdia fiel, amor leal pactual. Este é um termo de alto valor teológico, indicando graça pactual, refletindo o caráter de Deus em alianças humanas. A “aliança do Senhor” entre Jônatas e Davi assume peso teológico porque é feita diante de Deus, implicando fidelidade absoluta.
No verso 11 há um convite aqui que evoca (em contraste) o mesmo que foi feito por Caim a Abel: “vamos ao campo”.
Genesis 4:8 NAA
Caim disse a Abel, seu irmão: — Vamos ao campo. Estando eles no campo, Caim se levantou contra Abel, o seu irmão, e o matou.
Mas essa amizade iria durar em “bondade” por muitos anos.
Verso 15-16:
“...nem ainda cortarás da minha casa a tua bondade para sempre...” Aqui há uma antecipação da futura preservação da linhagem de Jônatas em 2 Samuel 9, quando Davi demonstra hesed a Mefibosete. A aliança permanece vigente por gerações, como reflexo da fidelidade divina.
FSB:
Davi honra esta aliança mesmo após a morte de Jônatas. Em vez de matar todos os descendentes de Saul, ele eleva o filho de Jônatas, Mefibosete, a uma posição de honra (ver 2 Samuel 9). Davi também exerce moderação ao não matar Mefibosete após uma suposta tentativa de golpe (ver 2 Samuel 16:3; 19:24–30).
O verso 17 é central nessa porção:
1 Samuel 20:17 NAA
Jônatas fez com que Davi jurasse de novo, pelo amor que lhe tinha, porque Jônatas o amava com todo o amor da sua alma.
1 Samuel 20:17 representa o ápice do pacto de amizade e fidelidade entre Jonatã e Davi, com base no amor profundo e voluntário que Jonatã nutre por Davi. Esse amor é expresso com a intensidade da “alma” (נֶפֶשׁ), o que reforça sua dimensão espiritual e sacrificial. A aliança entre eles é selada não por necessidade, mas por afeição guiada pela vontade de Deus.
No lance das flechas a busca de um sinal para que fosse deixada clara a segurança (“bem estar”) de Davi.
O Senhor é chamado para ser “testemunha”.
1 Peter 3:8 NAA
Finalmente, tenham todos o mesmo modo de pensar, sejam compassivos, fraternalmente amigos, misericordiosos, humildes.
2. Prova de amizade. (vv. 24-43)
Davi se esconde. Saul lidera a festa. E no segundo dia, ele pergunta de Davi.
Jonatas mente (mais uma vez isso é registrado, mas em nenhum momento há uma aprovação divina em relação a esse estratagema).
Outra observação: como pode alguém ter em sua mesa, alguém a quem planeja matar? Essa era a “mesa do rei” de Saul. Diferente da “mesa do rei” de Davi.
2 Samuel 9:3–7 NAA
Então Davi perguntou: — Existe mais alguém da família de Saul para que eu use da bondade de Deus para com ele? Ziba respondeu: — Ainda existe um filho de Jônatas, aleijado de ambos os pés. Então o rei perguntou: — E onde está ele? Ziba respondeu: — Ele está na casa de Maquir, filho de Amiel, em Lo-Debar. Então o rei Davi mandou trazê-lo de Lo-Debar, da casa de Maquir, filho de Amiel. Quando Mefibosete, filho de Jônatas, filho de Saul, chegou diante de Davi, inclinou-se, prostrando-se com o rosto em terra. Davi disse: — Mefibosete! Ele respondeu: — Aqui estou. Às suas ordens! Então Davi lhe disse: — Não tenha medo, porque serei bondoso com você por causa de Jônatas, seu pai. Vou restituir a você todas as terras de Saul, seu pai, e você comerá sempre à minha mesa.
Saul direciona sua ira agora para seu próprio filho, Jonatas.
“Filho de mulher perversa e rebelde” (ben naʿarat hammardût): termo singularmente ofensivo, acusando Jonatã de deslealdade e desordem moral; alguns entendem a raiz r-d-h como “imposição severa”, traduzida como “rebelde indisciplinada”
Davi é repetidamente chamado por Saul de “filho de Jessé” em uma espécie de desqualificação (9 vezes em 1 Sm).
Os versos 41 a 43 é de um simbolismo bem característico da amizade entre Davi e Jônatas: respeito, afeto e compromisso.
20:41 beijaram-se Um sinal costumeiro do antigo Oriente Próximo de amor familiar, boa vontade e amizade usado em saudações, despedidas e bênçãos (por exemplo, Gênesis 29:13; 31:28; 33:4; Êxodo 4:27; Rute 1:9; 1 Samuel 10:1; 2 Samuel 14:33; Atos 20:37).
1 Samuel 20:23 NAA
Quanto àquilo de que eu e você falamos, eis que o Senhor é nossa testemunha para sempre.
Verso 42:
“Vai-te em paz, porque juramos ambos em nome do SENHOR, dizendo: O SENHOR entre mim e ti, e entre a minha descendência e a tua, para sempre.” Este versículo sela o pacto com juramento solene. A frase “para sempre” (עַד־עוֹלָם, ad-olam) aponta para a dimensão perpétua dos pactos verdadeiros diante de Deus, e prepara o terreno para temas escatológicos e tipológicos do Reino eterno de Cristo.
Comentário Bíblico Popular: Antigo Testamento 1. A Lealdade de Jônatas (19–21)

20:35–42 Na manhã do terceiro dia, Jônatas deu o sinal combinado e confirmou os temores de Davi. Os dois homens choraram juntos, cientes de que teriam de trilhar caminhos separados e não poderiam mais desfrutar a companhia um do outro. Davi partiu em busca de um esconderijo e, desse modo, iniciou uma etapa necessária do processo pelo qual Deus o prepararia para o trono. Jônatas voltou para a corte do rei, onde permaneceu leal a seu pai, apesar de saber que não seria o próximo rei de Israel. Jônatas deveria ter acompanhado Davi? Fez bem em ser fiel ao seu pai, apesar de o Senhor ter rejeitado Saul como rei?

Em suma:

Davi e Jônatas partiram para cumprir seus deveres em lados opostos do conflito que estava para começar. O capítulo termina com a afirmação de que Davi “se levantou e se foi; e Jônatas entrou na cidade” (

3. Outras aplicações:
(a) Quando temos Jesus como amigo, cremos na providência de Deus em todos os detalhes da nossa vida. Creia na divina providência!
Cristo governa todas as coisas: Tudo na vida do cristão está sob o domínio soberano de Cristo. O exemplo de José no Egito, mostra como eventos bons e maus cooperam para um propósito divino maior.
Nosso nascimento: Deus determina o tempo, lugar e família em que nascemos, moldando nossa formação desde o ventre.
Conversão: Cada detalhe da vida é orquestrado por Deus para nos conduzir à salvação, numa ação coordenada entre a providência e o Espírito Santo.
Vocação profissional: Deus nos chama para ocupações úteis, protegendo-nos da ociosidade e do pecado; nos dando a oportunidades de servir seu reino.
Casamento e famílias: Deus guia a escolha de cônjuge e a formação de famílias, harmonizando personalidades e usando o lar como meio de crescimento espiritual.
Proteção contra o mal: Através de conselhos, circunstâncias, enfermidades e até a morte, Deus nos livra de perigos físicos e espirituais eternos, preservando-nos para sua glória.
Santificação: A providência coopera com o Espírito Santo para nos tornar semelhantes a Cristo.
Proverbs 18:24 NAA
Quem que tem muitos amigos pode cair em desgraça; mas há amigo mais chegado que um irmão.
(b) Deus em Jesus expressou e agiu em amor para com a sua vida. Jamais duvide disso: sua vida é abalável, mas o amor de Deus por você é inabalável.
John 15:13–15 NAA
Ninguém tem amor maior do que este: de alguém dar a própria vida pelos seus amigos. Vocês são meus amigos se fazem o que eu lhes ordeno. Já não chamo vocês de servos, porque o servo não sabe o que o seu senhor faz; mas tenho chamado vocês de amigos, porque tudo o que ouvi de meu Pai eu lhes dei a conhecer.
Ilustr.:
Origem do “Dia do Amigo”.
Origem argentina (principal e mais reconhecida) – 20 de julho
O Dia do Amigo foi proposto pelo professor e filósofo argentino Enrique Ernesto Febbraro, em 1970. Ele se inspirou na chegada do homem à Lua em 20 de julho de 1969, vendo aquele feito como um símbolo de união entre os povos e um marco de conquista coletiva da humanidade.
Febbraro enviou cerca de mil cartas para diversos países propondo o dia 20 de julho como uma data para celebrar a amizade, e a ideia ganhou força, principalmente na Argentina e em alguns outros países da América do Sul, como o Brasil (em algumas regiões), Uruguai e Chile.
O maior acontecimento da história não foi o homem subir e pisar na lua. Foi Deus descer e pisar na Terra. — Billy Graham. - FRASES DE UM CRISTÃO
Muitos celebram grandes feitos da humanidade, como a ida do homem à Lua. Mas Billy Graham nos lembra que o maior acontecimento da história não foi a conquista dos céus pelo homem, mas a descida de Deus à Terra na pessoa de Jesus Cristo. Enquanto o homem sonha em alcançar o alto, Deus, por amor, escolheu descer até nós.
Jesus veio ao mundo para trazer luz à escuridão, esperança aos perdidos e salvação aos pecadores. Ele não apenas pisou na Terra, mas caminhou entre nós, sentiu nossas dores, carregou nossa cruz e venceu a morte. Nenhuma conquista humana se compara ao sacrifício divino.
A mensagem desse pensamento é clara: não é sobre o que o homem pode alcançar, mas sobre o que Deus já fez por nós. Ele desceu, nos amou primeiro e abriu o caminho para a eternidade. Que possamos reconhecer essa verdade e viver com gratidão por tão grande amor.
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